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MATÉRIA
SOBRE O GURGUÉIA |
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ESTADO DO GURGUÉIA - A LUTA CONTINUA
Valmir
Falcão - economista e advogado
“Imagine o Piauí ser dividido e o Gurguéia ficar independente” , nestes versos do Bráulio Tavares com referência ao movimento de separação do Nordeste com relação ao Brasil, nós, “gurgueienses” temos o mesmo sentimento separatista em relação ao resto do Estado. A redivisão territorial do País tem sido muito questionada no Congresso Nacional e o Estado do Gurguéia esta inserido neste contexto, pois, a justificativa para a separação é mais de que convincente, devido ao gigantismo territorial do Estrado do Piauí. Primeiro pela falta recursos dos Governos Estaduais em exploração de uma área tão intensa Segundo pela falta de vontade política em aplicar os recursos de infra-estrutura para atingir o desenvolvimento necessário que a região merece, quer na agricultura; quer no comércio ou na industria, onde faltou ,ao longo do tempo, um planejamento estratégico dos Governos Piauienses.. E
no setor primário
a alavancagem da região do Gurguéia, principalmente com os cerrados
que ocupam um área de aproximadamente 8 milhões de hectares, com
cerca de 5 milhões
de hectares em condições favoráveis
para a agricultura , apresentando, ainda, os seguintes aspectos:
solo profundo e bem drenado , com 28% de argila;
elevada radiação solar, facilitando o processo da fotossíntese;
topografia plana, viabilizando a mecanização; chuvas regulares durante
seis meses consecutivos; grande reserva de calcário na região;
área servida de um dos
maiores lençóis freáticos do mundo,
com a fertilidade dos vales úmidos, as margens do rio gurguéia;
facilidade de escoamento da produção , devido a sua ótima posição
geográfica, além das altas taxas de produtividade nas produções de
arroz e soja e conta
com o incentivo do
polo de desenvolvimento
integrado urucui-gurgueia. A
viabilidade econômica do futuro estado é inquestionável,
esta fato relembra a criação da ultima criação de
Estado, que foi
o Estado do Tocantins, criado com promulgação
da Constituição de 88, dividindo o Estado de Goiás, ficando a parte
norte com o Estado do Tocantins, onde alguns órgãos da imprensa nacional
chegou a dizer,
na época, que o
Goiás saiu ganhando, onde 95% da riqueza ficara com Goiás,
enquanto Tocantins herdou o bico do papagaio, região campeã de mortes em conflitos de terra,
e que o Governador de Goiás, à época, chegou a afirmar que agora
o Estado estava administrável.
Quando o Tocantins era ainda projeto , em 1985,
chegou a ser vetado duas vezes
pelo então Presidente
José Sarney, sendo que as razões do veto era
a sua inviabilidade técnico-econômica
e sua potencialidade, apontada por técnicos de Brasília,
estava aquém de que apresentavam os defensores.
Hoje o Estado do Tocantins é uma realidade, com 12
anos de existência, transformando-se
no maior canteiro de obras, com cerca de 3.000 Km
de rodovias pavimentadas nos
últimos quatro anos, onde
foi criada uma infra estrutura adequada ao desenvolvimento sustentável,
contando com a menor
carga tributaria do País e a
iniciativa privada aparece
como parceiros do desenvolvimento, com estímulos de parcerias através de
joint venturs entre investidores nacionais e estrangeiros ,
desenvolvendo a pecuária, suinocultura, avilcultura e produção de grãos
e frutas em grande escala.
onde a prioridade numero um foi o binômio-
energia e transportes , em que investimentos são realizados em áreas
prioritárias, com a aplicação de até R$ 800 milhões por ano. O
Decreto Legislativo n.º 439 de 1994 de autoria do Deputado Paes Landim
(PFL-PI) que dispõe sobre a realização
do plebiscito para criação do Estado do Gurguéia chegou a
tramitar em diversas comissões da Câmara dos Deputados, já em um passo
no que tange a criação
do Gurguéia, neste sentido o
então Dep.
Jesualdo Cavalcanti, hoje
Conselheiro do Tribunal de Contas do
Estado, ao se despedir da Câmara dos Deputados, leu um importante discurso sobre a criacão do Estado
do Gurguéia, despertando
um imagem positiva do futuro Estado.
Os ideais de criação do Estado do Gurguéia. remonta de muito
tempo, desde 1950, quando, em troca de correspondência, o então Senador
Joaquim Pires Ferreira já defendia a separação do Estado, juntamente
com o Pe.
Lira Parente. Para finalizar, faço uma interrogação : Será que as gerações futuras da região do Estado do Gurguéia perdoarão os homens públicos que exerceram e, atualmente exercem mandatos por não se interessar em desenvolver a região ou viabilizar a criação de um futuro Estado. O tempo urge. |