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MATÉRIA
SOBRE O GURGUÉIA |
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ESTADO DO GURGUÉIA - VONTADE DO POVO Vicente Orlando Borges Piauilino* (Artigo publicado no Jornal Diário do Povo - 23.08.2007) Lendo as ultimas opiniões sobre a possível divisão do Estado do Piauí, com a conseqüente criação do ESTADO DO GURGUÉIA, nos surpreenderam alguns argumentos daqueles que defendem a tese da não-divisão. Por último, começou a ser ‘apresentada’ ao público, a velha e surrada idéia de que dividir o Piauí, atenderia tão somente os interesses de “políticos” da classe dominante’, passando assim, a falsa impressão de que o POVO que habita o território do possível ESTADO DO GURGUÉIA, estaria alienado no processo, e não seria a divisão, uma aspiração legitimada pelo desejo da população. Ledo engano (ou malícia para influenciar os irmãos do Centro-Norte). Ora, qualquer pesquisa de opinião pública realizada na região a ser desmembrada, refletiria de modo esmagador, a vontade contida em nosso povo: a criação do ESTADO DO GURGUÉIA. As teses mais variadas da viabilidade econômico-administrativa, já estão fartamente comprovadas por estudiosos do tema, tanto que aqueles contrários à criação do novo ESTADO, já não têm mais bases sólidas para refuta-las. Aos apocalípticos, que ainda navegam nos mares do “dividir pobreza”, falta um mínimo de conhecimento prático das potencialidades do Sul, ainda por serem aproveitadas, e das do Norte, ainda mal aproveitadas. Não somos pobres. Estamos pobres. O Centro-Norte continuará seu caminho de crescimento mais acelerado, por ter mais investimentos em menor área física. Como então tudo isso resultaria em aumento de pobreza? O que chamam de pobreza atual, não seria justamente falta de recursos públicos e/ou privados para investimentos nos grandes potenciais do Centro-Norte e do Sul? É justo então estarmos condenados, Norte e Sul, a esta eterna pobreza? Perguntas para os irmãos do Centro-Norte refletirem no momento que forem convocados a opinar no plebiscito sobre a criação do ESTADO DO GURGUÉIA. Aos céticos ou pseudoguardiões dos interesses do povo, que pregam a tese da divisão como uma ‘conspiração’ das elites, falta boa vontade para perceber o desejo sincero e fortíssimo enraizado no sentimento de nossa gente. A vontade imensa que temos de criar o ESTADO DO GURGUÉIA, não é movida a rancor nem ao menos impregnada de fundo separatista. Sinceramente só queremos o direito de projetar um futuro com mais progresso e desenvolvimento para nossas gerações vindouras, fato que não vislumbramos no cenário atual. Os administradores, dos mais variados partidos e vertentes políticas, ouvindo nossas queixas, queixaram-se sempre: “o cobertor é curto”, repetem, “se cobre a cabeça, descobre os pés”. Ora, dividir o território é otimizar o ‘cobertor’, e torna-lo mais eficiente para cobrir a todos. Meios artísticos, culturais em geral, empresariais, etc, andam em silêncio com o ESTADO DO GURGUÉIA, por não conhecerem o assunto. Na região Centro-Norte, mais agraciada historicamente com ações públicas, tais formadores de opinião precisam conhecer melhor nossas aspirações, entendê-las sem preconceito, e vê-las, às vezes, como pedido de alforria de quem esteve escravo do atraso histórico. E, sinceramente, não nos interessa no momento procurar culpados. A visão que temos, observando os últimos vinte anos, é da absoluta impossibilidade de produzir e distribuir riquezas, gerar desenvolvimento e melhorar a vida de nossos conterrâneos tanto quanto podíamos se criarmos o ESTADO DO GURGUÉIA.
(*) Vicente Orlando Borges Piauilino é Engenheiro Civil - Bom Jesus-PI. |