Discursos
proferidos pelo Deputado José Edmar - PR/DF
Em 25/09/2008
O SR. JOSÉ EDMAR
(PR-DF. Sem revisão do orador.) - Sr.
Presidente,
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Há de se fazer uma reflexão neste nosso País. Às vezes, vejo alguns
Deputados contestando a criação de novos Estados porque não há recursos.
Meus irmãos, falar que é natural aceitar a situação do sul do Piauí! Alguns
Deputados brigam pela criação do Estado do Gurguéia. É mais do que urgente
fazê-lo, como a criação do Estado do São Francisco, no oeste baiano e outros
tantos, como o do Jequitinhonha, em Minas, e do Triângulo.
Outro dia, ouvi, Sr. Presidente, uma declaração de uma Deputada. Aqui está
presente o Deputado Paes Landim, do Piauí, que é o autor do projeto de
criação do Estado do Gurguéia. Quero abraçar essa luta com o senhor,
Deputado Paes Landim, porque é uma questão de respeito àquela gente,
abandonada no sul do Piauí. Não se pode mais conviver com aquela situação de
miséria, de abandono, a quase mil quilômetros de Teresina, num local rico,
como é o Gurguéia, num local próspero, como é a Chapada do Piauí, com sua
plantação de soja.
Sr. Presidente, este País tem de acordar. Eu digo sempre: o Brasil precisa
desta Casa. Os Deputados têm de entender isso. O Brasil precisa dos Srs.
Deputados. Nós precisamos levantar essas propostas que simplificam, que
organizam o País.
Em 31/10/2008
O SR. JOSÉ EDMAR
(PR-DF. Sem revisão do orador.)
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Sr. Presidente, eu gostaria
de dizer que vou ser intransigente na criação de novos Estados no País. Não
dá para entender como o oeste baiano, a quase mil quilômetros de Salvador,
pode viver tão abandonado e naquela pobreza. E Gurguéia, no sul do Piauí?
Aliás, ontem assisti a reportagem sobre os poços artesianos abandonados no
sul do Piauí. Não dá para entender aquilo ali, não dá para aceitar a
situação.
O Brasil pode ser do tamanho dos Estados Unidos, mas lá há 53 Estados e,
aqui, 27. Por exemplo, a França tem a metade do tamanho do Estado da Bahia,
mas tem 27 departamentos, a mesma quantidade de Estados brasileiros. São 8
mil municípios na França, e aqui são cinco mil e poucos. Ironicamente, às
vezes as pessoas criticam o fato de o Brasil ter muitos Vereadores. Será que
a pessoa não nota o tamanho deste País? Comparem com a França, por exemplo,
que tem 8 mil municípios. O Brasil tem só cinco mil e poucos municípios.
Quem diz isso é porque desconhece a grandeza do nosso País. Nós aqui no
Congresso temos que entender isso.
Vejam os exemplos do Tocantins, de Mato Grosso do Sul, de Rondônia, de
Roraima, do Acre, o desenvolvimento que houve naquelas regiões com a criação
dos Estados. Temos que criar novos Estados, para desenvolver nosso País.
Em 03/11/2008
O SR. JOSÉ EDMAR
(PR-DF. Sem revisão do orador.) - Sr.
Presidente, Sras. e Srs. Deputados, senhoras e senhores do querido Estado do
Tocantins, eu estava em meu gabinete ainda há pouco e assistia a esta sessão
de homenagem ao referido Estado e não poderia ficar inerte diante desta
manifestação.
Eu sei que também sou um pouco do Tocantins; tenho minhas raízes todas na
cidade de Arraias, no Tocantins, cidade esta que muito questionou a criação
do Estado por ser uma cidade tradicional, de cultura goiana. As pessoas
questionavam muito a criação do Estado do Tocantins, se queriam ou não
pertencer a um novo Estado. Passaram-se 20 anos e hoje, se perguntarmos em
toda a cidade de Arraias sobre o benefício da criação do Estado, acho que
toda ela reafirmaria positivamente a sua criação.
Eu convivo no dia-a-dia com o Estado do Tocantins. Tenho uma empresa de
produção de Caju na cidade de Arraias e outra pequena empresa na cidade
vizinha, Campos Belos, que produz polpa de caju. Minha convivência com o
Estado do Tocantins é imensa. Sempre estou em Indianópolis, Taguatinga,
Aurora, Novo Alegre. Tenho todas as minhas raízes lá. Logo, posso dizer-lhes
uma coisa: conheci essa região na minha infância e ela era de uma pobreza
imensa. Refiro-me ao norte e nordeste goiano. Havia também uma diferença com
o sul do Piauí, bem como no sudeste do Tocantins, com a região que antes era
o nordeste goiano.
Tocantins se desenvolveu imensamente com a construção de rodovias e
hidrelétricas, o que mudou para melhor a vida da população. Muitas riquezas
foram geradas após a criação daquele Estado, a exemplo das plantações em
Formoso do Araguaia, porque a Administração ficou mais próxima.
Nós temos de seguir o exemplo do Tocantins, ou seja, conquistar o exemplo de
dignidade que deu aquele povo para o resto do País.
Sabemos que o Brasil possui 26 Estados e um Distrito Federal, e que é quase
do tamanho dos Estados Unidos, que possuem 50 Estados. A França possui 27
departamentos, que poderiam ser chamados de Estados. E no nosso País há
imensos Estados, a exemplo de Goiás, que perdeu um pedaço para o Distrito
Federal, outro para Tocantins, o que melhorou sensivelmente a administração
daquele Estado.
No entanto, não podemos conviver com esse estado de coisas no sul do Piauí,
onde há imensa pobreza. E ressalto com alegria a vontade do Deputado Paes
Landim de lá criar o Estado do Gurguéia. Acredito que todos temos de lutar
por isso. O exemplo do Tocantins tem de irradiar para outros Estados, como o
sul do Maranhão — Tapajós, Carajás, Xingu — , os quais podem prover mais
desenvolvimento à sua gente.
Ainda há pouco escutava o que representa a imensidão de Tucuruí, no Pará.
Outra dia, em um debate, uma senhora disse que o distrito de uma cidade do
Pará está a 1 mil quilômetros distante de seu Município.
Eu, que passo constantemente por Tocantins, posso afirmar: o exemplo daquele
Estado é mesmo que esta Casa deve seguir para outras regiões pobres do
Brasil. É um absurdo a pobreza do oeste baiano, localizado a 1 mil
quilômetros de Salvador, enquanto as pessoas lutam pela criação do Estado do
São Francisco. Devemos envidar esforços, multiplicar as nossas forças,
lembrar do exemplo de Siqueira Campos, que chegou até a fazer greve de fome
neste plenário.
O Brasil tem de buscar o desenvolvimento, que está claro e nítido no Estados
do Tocantins, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e Acre. Após criados,
promoveu-se o desenvolvimento naquelas regiões, apesar de viverem
abandonadas, como ocorria com o norte de Goiás.
Toda minha família é ligada a Miracema do Norte, Tocantínia e Lajeado.
Convivo com os índios xerentes, à beira do Tocantins. Lembro-me de que meu
tio, Zé Pires, vivia na pobreza, em Lajeado. Hoje, Palmas é exuberante e
magnífica cidade, com um lago imenso, o que me enche de orgulho!
Certamente, o povo tocantinense deve render justa homenagem aos Deputados
Federais que envidaram esforços, a exemplo de Siqueira Campos, para a
criação do Estado do Tocantins. Todos foram valentes e lutaram fortemente
para promover o desenvolvimento daquela região.
Certamente, não poderia deixar de fazer esta manifestação para parabenizar a
todos os que trabalham em prol do Tocantins.
Agradeço ao Estado por me propiciar também ser um cidadão tocantinense.